Pinturas de quatro manezinhos da ilha foram destaque na Mostra Tua Arte, em Belém (PA). É uma ação coletiva criada durante a Pandemia. As projeções gigantes são de Zininho, Aldírio Simões, Neide Mariarrosa e Luiz Henrique.

Todas são obras ampliadas de Leo Furtado, um quiridu que não é um dos manezinhos da ilha mas mora aqui faz uma cara arromba porque faz uma coisa simples e fundamental: valoriza os artistas daqui.

:: Já me segues no Instagram? É só clicar aqui!
:: Meu trabalho tem valor pra ti? Então apoia usando PicPay, PagSeguro ou transferência!

“Sou um paulistano radicado em Floripa. Absorvo a cultura local convivendo com esses nomes. Minha arte é uma forma de agradecer aos manezinhos da ilha”.

Léo Furtado, artista plástico vive em Floripa e é autor das imagens que foram reproduzidas


A projeção das imagens acontece durante a noite em um prédio de 12 andares – uns 35 metros de altura. Pra teres ideia, é mais ou menos a altura dos murais do Franklin Cascaes, Antonieta de Barros e Natureza do Desterro no Centro de Floripa.

:: Clique pra receber por WhatsApp a programação dos passeios históricos 
:: Ixpia meus roteiros caminhando por Floripa!

Se tu tásh meio perdido com os nomes, põe o bagão do olho nesse post que dijêru eu te explico porque esses manezinhos da ilha são tão importantes pra gente.

Zininho – autor do Rancho de Amor à Ilha

Gentleman do Samba, homem dos sete instrumentos, Zininho (1929 – 1998), nascido em Biguaçu, escreveu em 1965 o Rancho de Amor à Ilha. Pra quem é haole (de fora de Floripa) e tá viajando nessa história, é fácil: A letra do Rancho está espalhada pela cidade, especialmente na subida do Morro da Lagoa.

Quem já fez o roteiro Centro Histórico (clique para ver detalhes) deve se lembrar que a gente tem uma parada especial pra ouvir e cantar junto essa canção que sacode o coração manezinho.

:: Especial: Amizades entre manezinhos da Ilha que ficaram na história

A Claudia Zininha, que mora em Floripa e é filha do monxtro manezinho da ilha, contou pro Léo que parentes do nosso monxtro mané que moram em Belém ficaram bem faceiros com a homenagem lá na cidade deles.

Neide Mariarrosa – cantora da Era de Ouro do rádio

Neide Mariarrosa, mulher negra (1936 – 1994) foi uma das principais cantoras manezinhas. Eu digo pra raça que ela era como uma Nina Simone do mundo mané com um vozeirão que encantava.

Neide foi parceira e amiga de Zininho nas rádios da cidade. Pra saber ainda mais sobre ela, te recomendo o documentário Ah! que Saudades da Neide, que está na minha playlist do Youtube. É o TCC da jornalista Fernanda Peres.

Neide foi a primeira a gravar uma versão do Rancho de Amor à Ilha e é um dos destaques do roteiro Negros em Desterro. Clique para saber mais detalhes.

No RJ, ela ajudou a projetar a música e a cultura de SC. Fez sucesso no movimento Musicanossa, que reunia nomes da Bossa Nova como Beth Carvalho e Nara Leão. 

A estimada Neide gravou apenas um disco solo, em 1988, chamado “Eu sou assim”, apenas com músicas de autores da Ilha. A quirida Neide partiu cedo, aos 58 anos, depois de lutar contra o câncer de mama e nos ossos.

Aldírio Simões – Manezinho, Graças a Deus!

Por décadas, ser um dos manezinhos da Ilha era uma coisa ruim: o mané era um arrombado, alguém que não tinha inteligência. O grande trabalho do Aldírio Simões, jornalista, foi valorizar justamente as pessoas mais simples. Foi ele quem criou o Troféu Manezinho da Ilha que valoriza justamente as pessoas mais simples.

Aldírio escreveu dois livros: Domingueiras, de Crônicas, e Retratos à Luz da Pomboca, com personagens quiridus da Ilha. Por anos, comandou o Bar Fala Mané, programa de televisão que era raiz pra representar a manezada. 

O monxtro manezinho foi por anos também organizador do Carnaval de Florianópolis. É mais um dos que nos deixo cedo: foi encontrado morto em janeiro de 2004 em sua casa na Praia do Sonho, em Palhoça.

Hoje, a medalha Manezinho da Ilha, entregue todo ano pela Câmara de Vereadores leva o nome e a imagem do Aldírio, além da frase: Sou Manezinho Graças a Deus! 

Luiz Henrique – Manezinho na Bossa Nova

Em 2020, completamos 35 anos da morte de Luiz Henrique, seguramente o cantor e compositor de SC com a mair carreira internacional da história e mesmo assim pouco conhecido pelas novas gerações.

Ixpia o site oficial: www.luizhenrique.com que tem um mundaréu de coisas e discos pra ouvires e é atualizado com frequência pelo Raulino, filho do Luiz Henrique.

Luiz Henrique nasceu em Tubarão, no Sul de SC, mas se apaixonou por Floripa, para onde veio criança. O Amor à Ilha, registrado na camiseta regata branca que aparece na pintura de Léo Furtado está presente também em canções que falam da saudade de Floripa – o quiridu passou quase 10 anos nos Estados Unidos. Em uma das músicas, ele canta:


“Todos cantam a sua terra
também a minha vou cantar”

Trecho da canção Florianópolis, de Luiz Henrique


A pintura do Luiz Henrique projetada na Mostra Tua Arte, aliás, tá em um bar do Centro de Floripa e é um dos segredos do meu roteiro Street Art Tour no Centro de Floripa (clique para ver detalhes) . Pra conseguir vê-la, a gente tem que encontrar o bar aberto – o que nem sempre é possível.

Na minha página no Facebook, fiz um programa especial sobre o Luiz Henrique. Tem entrevistas inéditas e participação do Raulino, filho do Luiz Henrique. Pra assistir, é só clicares aqui!

Orgulho de sermos manezinhos da ilha

Todos os quiridus retratados pelo Léo Furtado são parte do orgulho da história e da gente de Floripa. Este é o propósito do Meu trabalho.

Pra conhecer esses e outros personagens, ixpia o meu Manifesto Manezinho que conta, de maneira emotiva, um pouco da nossa história.

:: Já me segues no Instagram? É só clicar aqui!
:: Meu trabalho tem valor pra ti? Então apoia usando PicPay, PagSeguro ou transferência!
:: Clique pra receber por WhatsApp a programação dos passeios históricos 
:: Ixpia meus roteiros caminhando por Floripa!

Write a Reply or Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *